sexta-feira, 28 de setembro de 2007

ANONIMAMENTE CONHECIDO

Admito a hipótese de receber recados anônimos como bem vindos, já que impessoais e desconhecidos, o que me alivia da dor e do prazer da crítica. Anônimo sou eu que mesmo com nome e endereço, escrevo nas binárias virtuais despreocupado em ser bem lido ou não, trago comigo a vaidade as avessas, ser lido por mim mesmo, escondido na madrugada, e no dia seguinte pensar no que li e me pegar sem saber aonde estava escrito.

REGRADO A PÓ

Por tanto tempo esqueci-me de como é a chuva; céu claro, lua alta, um cheiro de terra seca, gado magro, e ainda assim as flores teimam em colorir o marrom deschuvoso das paragens do cerrado.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

TEMPUS FUGIT II

Em eras pretéritas, um olhar de uma tia-bisavó cujo nome perdeu-se submerso no tempo...às vezes me intrigo em saber o que pensava ela diante da câmera em 1955...

TEMPUS FUGIT

Outro dia visitei a pequena Passa Tempo. Cidadezinha tipicamente mineira, com praças, coreto, povo acolhedor e receptivo. Andando por lá em suas ruazinhas estreitas e calçadas estive a pensar, lá o tempo, que aqui tanto nos aflige, parece ser mais lento, e por ser assim, tive o insight de que o nome daquela cidade seria ao certo seu avesso, já que por lá esse tempo não passa, interessante seria pois, mudarem seu nome para Pára Tempo.